O Pão de Deus

Durante uma viagem de Jesus para a Galiléia, uma multidão O seguia devido as curas que Ele operava sobre os enfermos. 1

Jesus na companhia de seus discípulos, avistando esta multidão disse a Filipe:

“Onde compraremos pão, para estes comerem?” (Jo 6.5)

Além de Jesus demonstrar que se preocupava em suprir as necessidades naturais do ser humano, provava se seus discípulos possuíam fé para crerem que não havia nada impossível para Ele realizar. 2


André disse:

“Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?” (Jo 6.9)

Jesus respondeu:

“Mandai assentar os homens. E havia muita relva naquele lugar. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil.
E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos pelos que estavam assentados; e igualmente também dos peixes, quanto eles queriam.” (Jo 6.10-11)

Logo, todos se saciaram. Desta forma, o Senhor demonstrou que existem problemas que estão além da capacidade humana de resolver. Porém, quando são confiados inteiramente aos cuidados de Jesus, são direcionados á solução ideal. 3

No dia seguinte, a multidão navegou até Cafernaum em busca de Jesus. 4

“E, achando-o no outro lado do mar, disseram-lhe: Rabi, quando chegaste aqui?
Jesus respondeu-lhes e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes.” (Jo 6.25-26)

Portanto, apesar de dizer reconhecerem Jesus como Mestre (Rabi), a verdadeira motivação desta multidão de O buscar não pelo que Ele é, mas pelo que poderia oferecê-la. 5

Jesus alertou:

“Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou.” (Jo 6.27)

Desta forma, a Escritura Sagrada alerta que existe uma multidão que segue Jesus não para ter relacionamento com Deus, mas para suprir as próprias necessidades.

Presas ás coisas terrenas e palpáveis, estas pessoas solicitaram um sinal de Jesus para que cressem que Ele era um enviado de Deus, assim como criam no profeta Moisés que, no entendimento delas, fez cair pão do céu.  6

“Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.
Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.
Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão.” (Jo 6.32-34)

“E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.” (Jo 6.35)

Jesus se apresentava como o único capaz de satisfazer plenamente qualquer carência do coração do homem.

As palavras “fome” e “sede” são utilizadas para demonstrar que a alma humana possui necessidades como, por exemplo, o perdão e da paz de Deus, os quais serão alcançados á partir do momento que recebemos Jesus como Senhor e Salvador. 7


Jesus dedicou a vida para fazer a vontade de Deus Pai. Logo, não adequou a mensagem de salvação para agradar seguidores. Então, muitos não gostaram da idéia de que os discípulos do Senhor deveriam identificar-se com a morte dEle. Logo, deixaram de O seguir. 8

Jesus disse aos doze apóstolos: “Quereis vós também retirar-vos?

Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.”  (Jo 6.68)

Pedro compreendeu que não há salvação fora de Cristo. Por conseguinte, escolheu alimentar-se do Mestre, unindo-se á Ele em um vínculo de fé mediante, espiritualmente, Sua Palavra e o Espírito Santo. 9


“A minha alma se fartará, como de tutano e de gordura; e a minha boca te louvará com alegres lábios,
Quando me lembrar de ti na minha cama, e meditar em ti nas vigílias da noite.” (Sl 63.5-6)


A paz do Senhor!

 

Referências:

  1. Jo 6.1-2
  2. jo 6.6-9
  3. Jo 6.12
  4. Jo 6.22-24
  5. Mt 23.8; Jo 1.38
  6. Jo 6.28-31
  7. Jó 30.25; Sl 41.4
  8. Mt 26.42; Jo 6.38; 6.60-66
  9. Mt 23.8; Jo 6.45; 1 Co 2.13; 12.3; Ef 4.30; Fp 4.7
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Publicado por

Gisele

" É necessário que Ele cresça e que eu diminua." (Jo 3.30)

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