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“E de todos sereis odiados por causa do meu nome. Mas não perecerá um único cabelo da vossa cabeça. Na vossa paciência possuí as vossas almas.” (Lc 21.17-19)

Estas são algumas das palavras de Jesus á seus discípulos sobre a destruição da cidade de Jerusalém. Esta destruição e a consequente dispersão do povo judeu entre as nações ocorreu por volta do ano 70 d.C.  1

A passagem bíblica acima também pode significar  não a preservação da integridade física dos discípulos, visto que Jesus alertou que alguns morreriam, mas a garantia de que o povo de Deus não sofreria a perdição eterna. 2


“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Rm 8.35)


Os filhos de Deus  jamais sofrerão perda absoluta, pois a morte física ou qualquer outra coisa é incapaz de anular as honras reservadas aos mesmos na eternidade com Deus. 3

“O que despreza a palavra perecerá, mas o que teme o mandamento será galardoado.” (Pv 13.13)

Cristo advertiu que seus seguidores seriam traídos por amigos e familiares. O Espírito Santo sempre acompanha, consola e orienta todos os que crêem em Deus. Desta forma, o cristão nunca está a sós, ainda que não possua apoio de nenhuma pessoa. 4


Em meio á intensa provação, apóstolo Paulo orou por livramento e Deus o respondeu:

“A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” (2 Co 12.9)

Paulo concluiu:

“De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.” (2Co 12.9)

Deus não livrou Paulo do sofrimento, mas o cobriu com graça e poder, o que o fortaleceu a se tornar um testemunho de fé e adquirir maturidade espiritual.

A fraqueza de Paulo aponta para a própria humanidade e dependência divina.

Paulo completou:

“Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.” (2 Co 12.10)

Portanto, Paulo compreendeu que quanto mais dependente e sujeito ao Senhor, mais Deus é glorificado através de sua vida.

O sofrimento não é necessariamente uma consequência de algum pecado. O sofrimento é uma realidade na experiência de vida como parte do propósito divino de moldar o caráter humano, gerando oportunidades de se ampliar o testemunho e  intimidade com o Senhor. 5

Apóstolo Paulo sofreu intensas provações  por ter se tornado cristão e nem por  isso viveu de forma mórbida. Mas sim, anunciou  a Palavra de Deus e a fé cristã em ciência, amor, alegria e vigor  segundo o Espírito de Deus lhe concedia. 6

Servir á Deus não é viver preso á um conjunto de regras, mas inclui experimentar renúncias por amor a Cristo para não O desagradar. A submissão a vontade do Senhor é uma escolha, que se torna natural segundo o desejo em manter a comunhão com Deus. 7

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Jo 8.32)

Jesus convida a todos a obter o repouso pleno, o qual é possível unicamente em sua presença. Para isto, é necessário entregar o controle de todas áreas da vida á Ele, recebendo-O como Senhor e Salvador. 8

“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.” (Fp 4.6-7)


A paz do Senhor!


Referências:

  1. Lc 21.6; 21.20-22
  2. Lc 21.16
  3. Mt 6.19-20; Rm 8.34-39; 1Co 15.42-44; Fp 3.12
  4. Lc 21.16; Jo 14.16-17
  5. Jó 42.4.6; Lc 21.12-13; Tg 1.2-4;
  6. Sl 44.22; Rm 5.3-5; 8.36; 2 Co 4.8-10; 1 Tm 1.1-5; 2 Tm 1.1-3
  7. Lc 6.46; 9.23-24; Jo 8.31-32; 21.15; 1 Co 10.23; 2 Co 5.14
  8. Mt 11.28-30

 

 

 

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Publicado por

Gisele

" É necessário que Ele cresça e que eu diminua." (Jo 3.30)

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