Corações à Prova

“E partindo de Elim, toda a congregação dos filhos de Israel veio ao deserto de Sim…” (Ex 16.1)

Em Sim, todo o povo hebreu murmurou contra Deus dizendo:

“Quem dera tivéssemos morrido por mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! Porque nos tendes trazido a este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão.” (Ex 16.3)

A glória do Senhor se manifestou diante do povo no deserto de Sim e o Senhor disse á Moisés: 1

“Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel. Fala-lhes, dizendo: Entre as duas tardes comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão; e sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus.” (Ex 16.12)

E, assim aconteceu. Seguidamente, Deus provou o povo, o qual demonstrou ser infiel á Ele. 2

“Depois toda a congregação dos filhos de Israel partiu do deserto de Sim pelas suas jornadas, segundo o mandamento do Senhor, e acampou em Refidim; não havia ali água para o povo beber.” (Ex 17.1)

“Tendo pois ali o povo sede de água, o povo murmurou contra Moisés, e disse: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado?” (Ex 17.3)

Esquecendo, desta forma, da abundância de alimentos que o Senhor havia dado-lhes anteriormente e, que no Egito viviam em extrema opressão como escravos e de onde clamaram ao Senhor para os libertarem. 3

“E clamou Moisés ao Senhor, dizendo: Que farei a este povo? Daqui a pouco me apedrejará.” (Ex 17.4)

Segundo o ordenado pelo Senhor, Moisés, acompanhado dos anciões de Israel, feriu uma rocha em Horebe, da qual jorrou água que saciou a sede do povo. 4

“E chamou aquele lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel, e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós, ou não?
Então veio Amaleque, e pelejou contra Israel em Refidim.” (Ex 17.7)

Portanto, a peleja enfrentada pelo povo de Israel foi devido ao próprio murmúrio, tentando ao Senhor.

O murmúrio é uma protesto rebelde, com aparência de justiça reivindicada, demonstrando a ingratidão e rebeldia de Israel contra Deus.


“O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.” (Lc 6.45)


Em outra ocasião, na sua oniciência, Deus respondeu aos murmúrios e a momentânea soberba disfarçada de temor e reverência de Jó:

“Porventura o contender contra o Todo-Poderoso é sabedoria? Quem argüi assim a Deus, responda por isso.” (Jo 40.2)

“Quem primeiro me deu, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu.” (Jó 41.11)

Antes do ser humano pensar em fazer algo á Deus em retribuição, O Senhor  já havia o abençoado com o fôlego da vida, com o domínio sobre toda a criação e planejado um futuro próspero na presença dEle. 5

Deus é Senhor Soberano e prova seus filhos para os conhecer e aperfeiçoarem. E, em meio ás provas, o comportamento desse povo demonstrou: 6

  • Incredulidade, infidelidade, falta de reverência e de temor a Deus;
  • Ilusão por deduzirem que servos do Senhor estão isentos de vivenciar problemas;
  • Crer que Deus é obrigado á atender prontamente seus desejos.

Esse povo representa pessoas que ao enfrentar alguma tribulação no percurso de sua “caminhada” na presença de Deus, murmuram e sentem saudade da vida oprimida que possuía antes de servi-lO, ignorando todas as bênção e livramentos recebidos por Ele.

“O crisol é para a prata, e o forno para o ouro; mas o Senhor é quem prova os corações.” (Pv 17.3)

Na batalha contra Ameleque, Moisés, Arão e Hur foram ao cume do outeiro orar á Deus pela vitória do povo. Enquanto Moisés estava com as mãos elevadas, Israel prevalecia. E, do contrário ocorria quando as mãos de Moisés baixavam. 7

Esta batalha serviu para demonstrar á Israel que a vitória foi alcançada mediante intervenção divina e não pelos esforços humanos, afirmando a presença de Deus em meio ao povo.

Simbolicamente, ilustrou que as lutas que enfrentamos também são vivenciadas no mundo espiritual, cujo resultado reflete no nosso cotidiano. E, que enquanto possuímos cobertura espiritual, mediante orações e uma vida em santificação,  alcançamos a vitória.

Diariamente devemos orar e meditar nas Escrituras Sagradas. Em momentos do qual enfrentamos dificuldades, devemos intensificar essa busca pela santificação, para nos fortalecermos espiritualmente, evitando cometer falhas. 8

“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.” (Fp 4.6-7)

“Clamaste na angústia, e te livrei; respondi-te no lugar oculto dos trovões; provei-te nas águas de Meribá.” (Sl 81.7)

A paz do Senhor!


Referências:

  1. Ex 16.10
  2. Ex 16.4; 16.28
  3. Ex 20.2; Dt 26.6-8; 1 Sm 10.18
  4. Ex 17.5-6
  5. Gn 1.26; 2.7; Jó 33.4
  6. Sl 66.10; 139.23-24; Pv 13.7; Rm 9.20-22
  7. Ex 17.9-13
  8. Sl 1; 119.28

 

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Publicado por

Gisele

" É necessário que Ele cresça e que eu diminua." (Jo 3.30)

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