A Escolha é Sua

     Durante o momento no qual foi crucificado com malfeitores, segundo profecia de Deus, Jesus foi muito maltratado por autoridades e soldados. 1

“E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós.

Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?

E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.” (Lc 23.39-41)

      Logo, um dos malfeitores reconheceu publicamente Jesus como Deus e  O temeu. Pois, se Jesus sendo santo e justo recebeu a mesma condenação deles, quanto mais as suas almas pecadoras receberiam quando fossem julgados por Ele após a ressurreição. 2

      Este homem reconheceu ser merecedor da sentença de morte por cruz devido aos erros que cometeu, segundo a justiça da época. E, diante das circunstâncias na qual vivia, na presença do próprio Deus encarnado, declarou crer na justiça, amor e na graça divinos. Portanto, disse á Jesus: 3

 “… Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.

E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.” (Lc 23.41-43)

       Quanto ao outro malfeitor, Jesus nada falou. Pois, esse lançou dúvidas quanto a pessoa de Cristo, não demonstrou senso de justiça ou qualquer remorso pelos erros que o levaram á aquela execução.


A palavra de Deus nos diz:

“A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” ( Rm 10.9)


     O malfeitor arrependido possuía um certo conhecimento e fé no Evangelho de Cristo, a ponto de crer que: 4

  • a morte não aniquilaria Jesus;
  • em Jesus está a vida eterna;
  • o reino de Deus é real  e
  • Jesus não rejeita o pecador arrependido que se aproxima em sinceridade, temor e humildade.

“Os pecados de alguns homens são manifestos, precedendo o juízo; e em alguns manifestam-se depois.” (1Tm 5.24)

          E, no caso dos malfeitores, seus pecados foram identificados pela sociedade. Portanto, ela julgou e condenou-os á morte. Portanto, ainda que Deus perdoe o pecador, pode permitir que ele enfrente as consequências dos erros que cometeu diante da sociedade.

      A bíblia não relata o porquê nem por quanto tempo o pecador confesso viveu sem declarar á Deus seus erros, mesmo possuindo certo grau de conhecimento do Evangelho. Este homem teve a oportunidade de estar na presença de Jesus em momento de aflição e não a desperdiçou.


Apóstolo Paulo disse na carta aos Filipenses:

“Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte.

Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.

Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher.
Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor.

Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne.” (Fp 1.20-24)

     A atitude do malfeitor arrependido foi primordial para a salvação da sua alma e demostra que, assim como a Apóstolo Paulo, ainda que soframos tribulações, quando aceitamos Jesus como nosso Senhor, não necessitamos temer qualquer ação contra nossa vida, ou até mesmo a morte.


     O seu posicionamento em Cristo, sejam em atitudes, pensamentos ou palavras, definem o local onde você passará sua eternidade.


“Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.
Bendito és tu, ó Senhor; ensina-me os teus estatutos. Com os meus lábios declarei todos os juízos da tua boca.” ( Sl 119.11-13)

A paz do Senhor!

Referências:

  1. Mc 15.31; Lc 22.37; 23.36
  2. At 26.23; Fp 2.5-11
  3. Jo 1.1; 1-14
  4. Lc 13.18; Jo 6. 37-39; 11.25; At 2.23-24

 

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Publicado por

Gisele

" É necessário que Ele cresça e que eu diminua." (Jo 3.30)

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